Como a maioria das artistas eu não tenho interesse em falar sobre mim, preferindo que a minha arte cumpra esta função. Mais do que uma profissão, ela ajuda uma mulher trans e com autismo leve a relaxar de um mundo que honestamente já é problematico para pessoas consideradas "normais", e o qual e pior ainda para quem é muito diferente.

Eu gosto de em minhas artes efetuar uma combinação de meiguice com estranheza, gosto de movimento e principalmente interatividade; esta também tem muita influência de música, outra paixão comum a quem tem autismo. Tento não ser limitada pela opinião dos outros em minhas criações, mas ao mesmo tempo tento não chocar demais as pessoas ao abordar certos temas. Eu sinto que minha vida pode ser simbolizado pelo famoso símbolo do yin-yang: Positivo e negativo, opostos que refletem em minha arte. Originalmente eu era apenas esforçada em meus estudos e de forma ingênua eu tentava ser gentil com as outras pessoas, mas a isso com o tempo eu adicionei "sem perder o meu amor-próprio" e "evitar ser vitimista" pelo que eu passei. A minha vida poderia ter sido muito melhor, mas também pior.

Alguns pontos de minha história são:

Sem provocação a vida me deu ódio e hipocrisia desde a infância; me arruinaram mas consegui me reerguer fortalecida e eu agora devolvo flores. Citando outra metáfora: "Dos limões eu fiz uma limonada". A minha foto sorrindo acima é a minha singela resposta a esse mundo.



Última atualização: 2022/02/19